Sinopse
O Caça-feitiço e seu aprendiz, Thomas Ward, se preparam para a maior batalha de suas vidas e seguem numa missão para um combate infernal. Desta vez, o inimigo é O Flagelo, uma criatura diabólica que se esconde no fundo das catacumbas da catedral. Todo o Condado corre o risco de ser corrompido por seus sinistros poderes. Mas surgem terríveis surpresas, e Tom e seu mestre descobrem que O Flagelo não é seu único inimigo e o desafio que os espera é bem maior. Como eles vão conseguir sobreviver a este horror?
Da série:
Resenha: O Aprendiz
Escrito por Joseph Delaney;
Publicado pela Bertrand Brasil;
Contém 288 páginas.
Resenha
Minha resenha anterior, sobre o primeiro livro dessa série, foi minha reação a um livro que não havia como não classifica-lo com menos do que cinco estrelas. Infelizmente o mesmo não vai acontecer com a sequência, intitulada A Maldição. Não quero adiantar muita coisa neste primeiro parágrafo, mas é importante deixar bem claro que o livro não é ruim; ele só não chega a ser tão bom quanto o primeiro.
No segundo livro de As Aventuras do Caça-Feitiço, Joseph Delaney consegue mais uma vez mostrar que sabe tecer uma estória de três atos (início, meio e fim), e incorpora-la em um cenário na transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, mesclando de maneira natural elementos importantes da História e, por assim, criando uma base sólida para o livro. O problema que não o torna tão bom quanto O Aprendiz é que houve uma repetição de debates do primeiro livro, como “em quem Tom deve confiar”, “o que acontece se ele desobedecer alguma coisa que o Caça-Feitiço manda”, etc. Houve sim uma pequena falta de novos debates, porque existem vários tipos de clichês, e este é um mais técnico e mais “leve”, mas ainda sim é um clichê.
Também não houve muitas mudanças na questão da narrativa, porém isto é um ponto positivo, porque a mesma continua leve e direta, em que todas as cenas são importantes para o desenvolvimento da trama proposta pelo autor; isto é, cada detalhe conta, por mais insignificante que possa parecer no momento, e inclui-se então o modo como Tom conta e teremos como resultado um livro agradável, que dará ao leitor prazer em lê-lo e reagir com suas cenas. É com isto que se percebe o quanto a escrita de Delaney é rica e digna de se destacar.
E outro fator decisivo na composição do livro são as personagens. Logo no começo de A Maldição, o leitor percebe que Tom está mais maduro, crescido e com um pouco mais de experiência do que no fim de O Aprendiz; suas decisões são mais pensadas e racionais, isto é, existem momentos que ele continua agindo por impulso, porém são menos frequentes. Mas não se pode dizer o mesmo de Alice, que continua um tanto imatura, limitada e acredita firmemente que “os fins justificam os meios”. É de dar raiva, e o único ponto que realmente atrapalha a leitura é este.
Embora cinco estrelas não seja a nota para A Maldição, quatro seriam exatamente o que o livro aqui ganha. Não supera o primeiro, mas abre portas para que isso venha a acontecer nos próximos da série. Um ótimo livro para se ter em mãos.
[PROMOÇÃO] Será sorteado entre os comentários desse post 1 (um) marcador da série! =)

Carol Espilotro,
Gabriel M. Souza,












5 comentários:
Eu não estava nem um pouco afim de ler esse livro, mas depois dessa resenha fique curiosa pra ler....sério!
Outra resenha gostosa de se ler :D Adorei e quero muito ler a série agora *-*
ESTOU LOOOOOUCA para começar a ler esta série! Havia visto a resenha do primeiro livro em outro blog, mas acabei lendo a que foi escrita aqui também e simplesmente fiquei ainda mais encantada.
Não tenho dúvidas que a série é mágica, deixando o leitor, como vi nas resenhas lidas, encantado.
Um beijão,
Pronome Interrogativo.
http://www.pronomeinterrogativo.com
Oi Carol e Gabriel!
Gostei da resenha! Ainda não li o primeiro livro da série, mas ela parece ser ótima.
Beijos,
Sora - Meu Jardim de Livros
ei Gabriel,gostei muito da sua resenha.
Estou querendo muito essa série, mas acha ela carinha por enquanto. Na primeira oportunidade vou comprar.
Ahhh, o primeiro livro é geralmente o melhor, mas pelo menos a série continua mantendo a ótima qualidade, né?
beijos.
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